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A curva ABC da segurança

Investir em segurança da informação exige um método claro para decidir onde colocar os recursos limitados de uma organização. Uma maneira eficiente de fazer isso é usar a curva ABC, que funciona como uma lista de compras em um supermercado: você prioriza o essencial que usa todo dia (como pão e leite), depois os itens que precisa de vez em quando (como temperos especiais), e deixa por último o que é supérfluo ou raramente necessário (como um vinho caro, por exemplo). Na segurança cibernética, essa abordagem divide os riscos em três grupos (A, B e C) ajudando a focar no que é mais urgente e impactante.


A parte A da curva reúne os riscos mais comuns, aqueles que batem à porta de todas as organizações com frequência. São ameaças como ataques de phishing, ransomware básico e tentativas de acesso não autorizado por senhas frágeis. Esses problemas são o "arroz com feijão" dos incidentes de segurança: estão por toda parte e afetam qualquer um que não tenha defesas básicas. Por isso, a prioridade deve ser investir em medidas fundamentais, como firewalls atualizados, conscientização dos usuários e sistemas de autenticação robustos, garantindo que a organização não caia nas armadilhas mais óbvias e recorrentes.


Na parte B da curva, entram os riscos comprovados, mas que não são tão universais quanto os da categoria A. Aqui estão os ataques que já fizeram vítimas em outras organizações, como explorações de vulnerabilidades específicas ou campanhas de engenharia social mais sofisticadas. É como saber que um golpe telefônico já enganou empresas do seu bairro: você não foi alvo ainda, mas o perigo é real. Para esses casos, vale a pena investir em inteligência de ameaças, sistemas de monitoramento avançados e planos de resposta a incidentes, ajustando as defesas com base no que já funcionou contra outros. Isso pode incluir soluções avançadas de detecção de ameaças, simulações de ataque para testar defesas e parcerias com especialistas em cibersegurança para antecipar possíveis riscos.


A parte C da curva é o terreno das ameaças potenciais, aquelas que existem em teoria, mas ainda não foram vistas em ação com frequência. Pense em ataques futuristas, como os que exploram falhas desconhecidas (zero-day) ou tecnologias emergentes de hacking. É como comprar um seguro contra invasão alienígena: pode ser interessante, mas não é prioridade. Nessas situações, o foco deve ser em manter-se informado e preparado, talvez com pesquisas ou testes, mas sem desviar muitos recursos das ameaças mais concretas das categorias A e B.


O fundamental é entender que o retorno sobre o investimento em segurança da informação cai à medida que avançamos na curva ABC. Proteger-se contra os riscos da categoria A oferece ganhos altos e imediatos, pois eles são comuns e danosos. Na categoria B, o retorno ainda é bom, mas exige mais esforço para personalizar as defesas. Já na categoria C, o custo de prevenção pode superar os benefícios, já que os ataques são improváveis. Assim, o segredo é começar pelo básico, cobrir o que é conhecido e só depois olhar para o horizonte, mantendo o equilíbrio entre segurança e orçamento.

 
 
 

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